Um bocadinho de mim.

A minha história com a fotografia começou muito antes de imaginar que um dia faria dela o meu trabalho. Chegou até mim através do meu querido avô António, que sempre que iamos passear trazia consigo ao pescoço, a sua Canon t70. Lembro-me como se fosse hoje, de ficar fascinada com as cores, a nitidez e o grão presente em cada fotografia. Fui desenvolvendo esta paixão de braço dado com o gosto de viajar — por descobrir lugares, pessoas, culturas e guardar pequenos pedaços de cada experiência.


Dediquei-me por inteiro a esta arte após o nascimento do meu primeiro filho, que me fez reencontrar nela um caminho tão meu.


Há quase três anos, tenho o privilégio de entrar, por breves instantes, na história de tantas famílias e testemunhar momentos que, um dia, serão memórias. Pequenos gestos, olhares demorados, mãos que se encontram, gargalhadas inesperadas… é nesses detalhes, tão simples e tão verdadeiros, que encontro a beleza.


Acredito que todas as histórias merecem ser guardadas. Não de forma perfeita, mas de forma genuína. Porque são os momentos espontâneos, os abraços apertados e o amor que se sente sem precisar de palavras que tornam uma fotografia eterna.


A minha forma de criar é profundamente inspirada pelo amor, pela natureza, pela arte e pela vida vivida sem pressa. Gosto de fotografar com sensibilidade e deixar espaço para que cada pessoa possa simplesmente ser.


No fundo, fotografo para guardar aquilo que o tempo não consegue levar: a sensação de ter estado ali, de ter vivido, amado e sentido aquele momento.